[...]
Nos meus pés coceguentos,
E duros como o sol, e aberto como flores,
E perpétuos, magníficos soldados
Na guerra gris do espaço,
Tudo termina, a vida termina definitivamente nos meus pés,
O estrangeiro e o hostil aí começam:
Os nomes do mundo, o fronteiriço e o remoto,
O substantivo e o adjetivo que não cabem no meu coração
Com densa e fria constância aí se originam.
[Ritual de minhas pernas – Pablo Neruda]
e como tudo termina mesmo... este aqui terminou.
domingo, 12 de agosto de 2007
Coisas para raros
a areia que invade entranhas
comporta os pés no sossego da tarde
em que ondas correm pelos caminhos da alma
sem que arda um último raio que não parta
sem que o horizonte prenhe de paisagem esconda-nos a face
nem o pesar revele-se substância e se espalhe com o vento
por um abraço, na beira, longe do cais,
e que venha outro dos que já não virão mais
fazemos votos que os silêncios mastigados se convertam em prece
para o que a voz teima em confessar aos ombros estimados
diante da doçura em descompasso de espumas
num movimento de alva candura permaneça, enfim.
comporta os pés no sossego da tarde
em que ondas correm pelos caminhos da alma
sem que arda um último raio que não parta
sem que o horizonte prenhe de paisagem esconda-nos a face
nem o pesar revele-se substância e se espalhe com o vento
por um abraço, na beira, longe do cais,
e que venha outro dos que já não virão mais
fazemos votos que os silêncios mastigados se convertam em prece
para o que a voz teima em confessar aos ombros estimados
diante da doçura em descompasso de espumas
num movimento de alva candura permaneça, enfim.
manu e eu, hoje, antes do sol se por.
terça-feira, 7 de agosto de 2007
desabando um desabafo descabido
destruo sem descontruir
o descontínuo instante desconexo
deste espaço desgovernado
desse incerto desinfeliz
me deste a mão em desuso
se desse novamente desabotoaria
só me resta degustar
continuamente o meu desgosto.
domingo, 5 de agosto de 2007
– duas velas –
mergulho no amplo céu
em que o mar celeste de teus olhos
me fez naufragar em ondas vazias
onde ainda feliz implorava
por um verso que me ilumina.
em que o mar celeste de teus olhos
me fez naufragar em ondas vazias
onde ainda feliz implorava
por um verso que me ilumina.
hoje o medo caminhou
pela avenida antiga
num enfeite estelar
que teimava em aparecer
com encanto discreto
ao lado de sua amiga
amarga a me pedir
na ternura de teus lábios
naquela noite esquecida
e no sono invadido
que os anjos que vagueiam
com a nossa canção
se calassem.
nestes cantos celestes
os suspiros a te adorar
pediam no teu olhar calado
mas que enche a alma
com riso e sem despeito
a tarde que não mais alivia
e que ali estavam a escutar
os velhos e sábios
parados na padaria da esquina
com um olhar que a sede não sacia
para que os anjos que passeiam
em nosso colchão
não dormissem.
pela avenida antiga
num enfeite estelar
que teimava em aparecer
com encanto discreto
ao lado de sua amiga
amarga a me pedir
na ternura de teus lábios
naquela noite esquecida
e no sono invadido
que os anjos que vagueiam
com a nossa canção
se calassem.
nestes cantos celestes
os suspiros a te adorar
pediam no teu olhar calado
mas que enche a alma
com riso e sem despeito
a tarde que não mais alivia
e que ali estavam a escutar
os velhos e sábios
parados na padaria da esquina
com um olhar que a sede não sacia
para que os anjos que passeiam
em nosso colchão
não dormissem.
sábado, 4 de agosto de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
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